terça-feira, 6 de abril de 2021

História em Quadrinhos - 8º ano - Professora Roberta Christiane

 

HISTÓRIA EM QUADRINHOS




Um texto narrativo com características específicas. Conheça-o!


   Ao falarmos sobre histórias em quadrinhos, lembramos daquelas fantásticas e divertidas trazidas pelos gibis, não é verdade?


   Elas compõem o quadro dos chamados textos narrativos, onde a história se passa com diferentes tipos de personagens, ocorridas em determinado local, durante certo espaço de tempo.



   Geralmente, o objetivo maior é o entretenimento com forma de divertir, causar o humor.



  Mas podem também transmitir uma informação, uma alerta à população. Como é o caso das famosas campanhas comunitárias relacionadas a riscos de doenças, ao desperdício de água, aos problemas causados pelo trânsito, entre outros.



   Elas possuem características específicas. Vamos conhecê-las?

*O diálogo entre os personagens aparece através de balões, sendo que eles variam muito de formato, como por exemplo, linhas contínuas, interrompidas (fala sussurrada), ziguezagueadas (demonstrando um grito, um som de rádio ou televisão), ou em forma de nuvem (simbolizando o pensamento dos personagens).

* Os sinais de pontuação são variados, reforçando a voz dos personagens e indicando o modo como eles revelam seus sentimentos, como raiva, espanto, alegria, tristeza.

* Há também a presença das onomatopeias, causando certa animação à história, por meio de sons produzidos por pessoas (zzz, para o sono, rrr, para o rosnado de um cão, entre outros), e por ambientes (crash, para a batida de um carro ou buuum para representar uma explosão).

*São compostas por uma linguagem verbal e uma não verbal, fazendo uma associação entre imagens e palavras, procurando facilitar o entendimento do leitor.

RECURSOS USADOS NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Conheça a estrutura da história em quadrinhos, narrativa que apresenta recursos com linguagem verbal e não-verbal.

   Como você já sabe, a história em quadrinhos faz parte do tipo textual narrativa, porém existem alguns elementos que são típicos desse gênero textual, como o uso dos balões para a construção do sentido nas falas das personagens. Assim, é importante conhecer alguns desses recursos.

Uso dos balões para a construção de sentido

       A parte do delineado e o formato dos balões possuem normas para representar a expressão desejada no momento da comunicação das personagens. Veja algumas delas a seguir.


    Balões com linhas contínuas representam uma fala comum.


    Balões com linhas curvas expressam pensamentos ou sonhos.



    Balões com curvas pontilhadas expressam sussurro.



    Balões com linha contínua e ponta em forma de raio indicam uma mensagem (fala) eletrônica.



    Balões com bordas pontiagudas expressam gritos.



    Balões com várias pontas indicam a fala simultânea de dois ou mais personagens.

    Uso de onomatopéias

         Alguns sons também possuem representações específicas nas histórias em quadrinhos. Veja a seguir.
      Trrrimm, trrrimmm
      Toque de telefone
      Smack
      Beijo
      Tic-tac
      Som do relógio
      Bum!
      Explosão
      Sniff, sniff
      Choro
      Au-au
      Latido
      Atchim
      Espirro
      Blá-blá-blá
      Conversa fiada
      Bibi
      Buzina
      Coff, coff!
      Tosse
      Fiu, fiu!
      Assovio
      Glub, glub!
      Beber algo
      Quá-quá-quá
      Risadas
      Zzzzz
      Dormir

      Fonte: https://escolakids.uol.com.br/portugues/historia-em-quadrinhos.htm

      Vídeos: https://youtu.be/ImgQ6Z9Jz8Y











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      Literatura de Cordel (Revisão) - 9º ano - Professora Roberta Christiane

       

      Literatura de Cordel - Professora Roberta Christiane

      LITERATURA DE CORDEL




         A literatura de cordel chegou ao Brasil com os portugueses, que já tinham esse hábito do cordel por conta dos trovadores medievais. Nos séculos 12 e 13, os trovadores cantavam nas ruas histórias sobre grandes feitos. Com a invenção da máquina de impressão, desenvolvida por Gutenberg no século 15, durante o Renascimento, deu-se início à imprensa, sendo possível imprimir várias cópias de papéis, o que deu espaço para o nascimento do cordel. O termo “cordel” foi dado porque os cordéis ficavam pendurados em cordas.

      Origem

         O cordel veio de Portugal e chegou ao Brasil por meio dos colonizadores, tornando-se popular por auxiliar na criação e distribuição da cultura popular e folclórica das regiões do Nordeste brasileiro. Hoje a literatura de cordel é patrimônio imaterial do Brasil, isto é, uma manifestação regional que é transmitida por gerações, de pai para filhos, por muito tempo, gerando um sentimento de identidade dos povos que praticam essa manifestação.
        Os cordéis hoje são muito importantes para a preservação dos costumes regionais, mas também porque incentivam a leitura, diminuindo o analfabetismo nessas regiões. Com linguagem simples, os cordéis começaram por meio dos repentistas, violeiros que inspiravam histórias para os poetas de bancada – nome dado aos autores de cordéis – e que também, por vezes, cantavam os cordéis para a população, que, antigamente, era grande parte analfabeta.


      Principais características

         Por serem versos musicalizados, possuem rimas e, às vezes, métrica.
         Tratam de costumes locais, fortalecendo as identidades regionais.
        É muito conhecida pelas xilogravuras (imagens impressas em madeira), que ilustram as páginas dos poemas. Essa técnica é muito usada na literatura de cordel porque, uma vez que a matriz do desenho é feita, é possível imprimir o desenho inúmeras vezes.

      Exemplo de verso solto de cordel

      Galopo pensando no tempo que passa,
      Tão vertiginoso qual sopro do vento
      Que varre caminhos e até pensamento,
      Deixando pra trás, nevoeiro, fumaça…
      O sopro é o que traz um alento e abraça
      A vida que segue traçando caminho.
      O tempo é o relógio no redemoinho
      Dos dias, semanas, dos meses, dos anos
      Passados, presentes, anelos e planos,
      Que foram, por certo, gerados no ninho.
      Seguindo o caminho de curva fechada,
      Um forte arrepio na espinha dorsal;
      Na beira da mata, um estranho arsenal
      De tocos, garranchos e pedra lascada
      Vedando o acesso, atrasam a jornada,
      Cansaço medonho desse galopar
      São léguas à frente e o tempo a rolar
      No despenhadeiro do dia que morre
      Nos braços da noite, um pranto escorre
      Em gotas que banham a terra e o ar.

      E quando amanhece, o sol ilumina
      A estrada de pedra que resta a seguir.
      Sem olhar para trás, à frente, há porvir,
      Na noite cinzenta, ficou a neblina
      No leito do rio de água cristalina,
      O corpo tão frágil se banha sedento.
      Erguendo o olhar ao azul firmamento,
      Tentando alcançar a linha do horizonte
      Que tece a beleza que nasce da fonte
      E expressa a grandeza da força do vento.”






      Galopando no tempo e no vento, de Creusa Meira.

      Principais poetas

      Leandro Gomes de Barros
         Segundo documentos, Leandro foi o primeiro brasileiro a escrever cordéis, produzindo 240 obras, que ficaram muito conhecidas pelo imaginário popular do Nordeste brasileiro. Os cordéis de Leandro ficaram muito conhecidos pelo Brasil por meio da peça ‘Auto da compadecida’, de Ariano Suassuna, que era baseada em seus cordéis.

      João Martins de Athayde
         Ficou conhecido por inserir imagens de artistas de Hollywood à cultura tradicional dos cordéis. Fez parte da primeira geração de autores, que possuíam a própria editora especializada em cordel, e ajudou a propagá-la.

      Resumo

         A literatura de cordel tem grande importância por ser um espaço que mantém tradições ligadas à cultura nordestina, por isso, tornou-se patrimônio imaterial do Brasil. Vindo de Portugal, ganhou aqui no Brasil uma forma nova, tornando-se símbolo de toda a Região Nordeste.



      Fonte: https://escolakids.uol.com.br/

      Vídeos:
      https://youtu.be/daQrOrVpt9c

                                                


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      segunda-feira, 5 de abril de 2021

      Eletiva - 1901 - Professora Roberta Christiane

        





         Assista ao filme: "A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata". O filme está disponível na Netflix.



         Juliet Ashton (Lily James) é uma escritora na Londres de 1946 que decide visitar Guernsey, uma das Ilhas do Canal invadidas pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, depois que ela recebe uma carta de um fazendeiro contando sobre como um clube do livro local foi fundado durante a guerra. Lá ela constrói profundos relacionamentos com os moradores da ilha e decide escrever um livro sobre as experiências deles na guerra.

      Resenha
         Terminada a Segunda Guerra Mundial, os poucos habitantes da ilha britânica de Guernsey tentam retomar a vida, enquanto superam as perdas de entes queridos. Um deles encontra, por acaso, um endereço dentro de um livro, e decide escrever para essa pessoa. Como uma garrafa lançada ao mar em pedido de ajuda, a carta chega à escritora Juliet (Lily James), igualmente solitária na cidade de Londres, em pleno bloqueio criativo, e sentindo-se pouco reconhecida por seu trabalho. Logo, os marginais se encontram, criando uma nova família para além dos laços de sangue. A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata promove a união entre as diferenças como forma de superar as cicatrizes da guerra. O roteiro, baseado no livro de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, propõe o término das desavenças entre britânicos e alemães, entre camponeses e moradores da cidade, entre as novas e antigas gerações....


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      Podcast - Diferenças entre a língua falada e a língua escrita - 9º ano - Professora Roberta Christiane


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            Mais um episódio no meu Podcast "Papo com a Beta". Hoje o papo é sobre diferenças entre a língua falada e a língua escrita. Clique no link e ouça com atenção:

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      Podcast - Tipos textuais - 8º ano - Professora Roberta Christiane

       


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      quinta-feira, 25 de março de 2021

      Termos Essenciais da Oração - 9º ano - Professora Roberta Christiane


       Termos Essenciais da Oração

         Segundo a gramática tradicional, os termos da oração dividem-se em; essenciais, integrantes e acessórios.

         Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado, ou seja, os dois grandes termos que formam as orações.

         Observe os termos em destaque nas orações a seguir:

      (1) Maria aprendeu o alfabeto.

      (2) Maria gosta de doces.

         Você pode perceber que, na oração (1), o nome próprio Maria é o ser sobre o qual se faz uma declaração. Esse termo recebe um nome específico em língua portuguesa. Dizemos que ele é o sujeito da oração.

         Já na oração (2), percebemos que o termo destacado é tudo aquilo que se declara/fala sobre o sujeito, não é mesmo? Esse termo da oração é conhecido como predicado.

         Observe que esses termos analisados são responsáveis por construir a estrutura básica das orações, pois ficaria difícil compreender o enunciado sem a presença deles e, por isso, são chamados de termos essenciais da oração. Veja:

      (1) ... aprendeu o enunciado. Quem?

      (2) Maria... O quê?

         Pela grande possibilidade de criação dos enunciados, existem diversos tipos de sujeito e predicado. Observe o quadro a seguir:

      - Tipos de sujeito

      Sujeito

      Definição

      Exemplo

      Sujeito simples

      É aquele que possui apenas um núcleo.

      Fabiano contava histórias.

      Sujeito composto

      É aquele que possui mais de um núcleo.

      Pedro e Maria foram ao cinema.

      Sujeito oculto

      É aquele que não está explícito na oração, mas pode ser identificado.

      Gosto de morangos.

      (identificamos pela desinência verbal)

      Sujeito indeterminado

      Ocorre quando não é possível identificar um referente explícito na oração (ou no contexto do enunciado) pela flexão verbal

      Incendiaram os ônibus.

      (Verbo transitivo direto flexionado na 3ª pessoa do plural.)

      Sujeito inexistente ou oração sem sujeito

      Ocorre quando há um verbo impessoal.

      - No inverno, anoitece mais cedo.

      - Nesse mês, houve muitas vendas.

      - Já cheguei  dois dias.

      - É ainda muito cedo.


      - Tipos de predicado
       

      Predicado

      Definição

      Exemplo

      Predicado nominal

      É aquele que possui como núcleo um nome e é formado por um verbo de ligação predicativo do sujeito.

      O menino parecia ansioso.

      V. de ligação + P. do sujeito

       

      (o núcleo do predicado é o adjetivo “ansioso”)

      Predicado verbal

      É aquele que possui como núcleo um verbo transitivo ou um verbo intransitivo.

      A menina adora doces.

      Verbo transitivo direto.

       

      Choveu muito.

      Verbo Intransitivo

      Predicado verbo-nominal

      É aquele que tem como núcleo uma forma verbal (verbo transitivo ou verbo intransitivo que expressa ação) e uma forma nominal (substantivo, adjetivo, locução adjetiva) ou uma forma pronominal, que atua como predicativo do sujeito ou do objeto a que se refere.

      - Pedro saiu contente.

      (verbo intransitivo + P. do sujeito)

       

      - Maria conseguiu a promoção desejada.

      (VTD + Obj. direto+ P. do objeto)

       

      Ele leu a carta ansioso.

      (VTD + Obj. direto+ P. do sujeito)


         Assim, são termos essenciais da oração o sujeito e o predicado.. 

      Fonte: https://escolakids.uol.com.br (Por Mariana Rigonatto).

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      Jornal - 12ª edição - setembro 2024