quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Língua Portuguesa - 6º ano - 25-11- Professora Roberta Christiane

   Olá, queridos alunos do 6º ano!


CARACTERÍSTICAS DA PROSA E DA POESIA

   Será mesmo que poesia é tudo aquilo que escrevemos em verso e prosa é aquilo não se escreve desta forma? Pois bem, chegou o momento de aprendermos um pouco mais sobre as diferenças existentes entre estas duas modalidades.
Para isto, iremos observar este primeiro exemplo:

DORME RUAZINHA… É TUDO ESCURO!…

Dorme ruazinha… É tudo escuro…
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos…

Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…
Nem guardas para acaso perseguí-los…
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos…

O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão…
Dorme, ruazinha… Não há nada…

Só os meus passos… Mas tão leves são,
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração…


Mário Quintana

A bela adormecida    


   Era uma vez... um rei e uma rainha que desejavam muito ter um bebê. Um dia nasceu uma menina, a princesa tão desejada.

   Quando ela completou um ano, o rei ofereceu uma festa convidando o dono das terras vizinhas, com seu pequeno filho.

   Durante a festa, chegaram três fadas para presentear a princesa. A primeira lhe desejou beleza; a segunda lhe desejou formosura. Mas antes que a terceira pudesse dizer seu desejo, apareceu uma feiticeira e rogou uma praga:

   - Quando completares 15 anos, menina, hás de espetar teu dedo num fuso e hás de morrer.

   E, dizendo isso, desapareceu.

   Diante do espanto de todos, a terceira fada falou:

   - Não, a princesa não vai morrer. Cairá em sono profundo, porque esse é o meu desejo, e despertará, depois, com um beijo de amor.

   O rei ficou muito assustado e ordenou que queimassem todas as rocas do reino pra livrar a princesa da maldição da bruxa.

   Tempos depois... a jovem, que já tinha completado 15 anos, possuía todas as virtudes concedidas pelas fadas e era amada por todos. Um dia passeando pelo castelo chegou até a torre mais alta. Quando abriu a porta, deparou-se com uma velha fiando linho. Era a feiticeira, disfarçada.

   A princesa ficou muito interessada, pois nunca tinha visto uma máquina como aquela e quis fiar também. Ao tentar, furou o dedo e logo adormeceu. O mesmo aconteceu com todos os habitantes do castelo.

   As fadas logo, logo, ficaram sabendo do que tinha acontecido e correram para o castelo e levaram a princesa para seus aposentos. O príncipe foi logo, logo, avisado do que acontecera.

   E a bruxa, sabendo que o príncipe tentaria salvar a jovem, quis esconder o castelo e fez crescer ao redor dele uma floresta, assim, de repente, num passe de mágica.

   O príncipe partiu imediatamente pra salvar a princesa. Mas, ao chegar, deparou-se com a floresta fechando todos os caminhos. Desorientado, ele não sabia mais o que fazer, lembrou-se então das fadas e pediu-lhes ajuda. Estas fizeram então aparecer em suas mãos um machado.

   E foi com ele que o príncipe abriu caminho e pôde entrar no castelo. Chegou à torre, aproximou-se da princesa e a beijou. Ela despertou, linda, linda!.

   Iniciava-se assim uma nova era de felicidade pra todos.

Irmãos Grimm

   No primeiro texto, percebemos que a emoção, os sentimentos estão à flor da pele, não é verdade? É exatamente por este motivo que o classificamos como “poesia”, pois o autor, no caso, Mário Quintana – um importante poeta, fala da realidade de dentro para fora. Isto quer dizer que cada leitor pode interpretá-la de modo diferente, pois ela se constitui de um aspecto único – a subjetividade, ou seja, as diferentes opiniões que as pessoas possuem sobre um determinado assunto. Outro fator de extrema importância é que na poesia não há uma sequência contínua, expressa pelo começo, meio e fim. Percebeu as reticências? Elas existem para que cada um de nós a interpretemos à nossa maneira.
   Não nos esquecendo também das rimas, da sonoridade, enfim, de toda magia que ela nos transmite, não é mesmo?

   Já no segundo exemplo, percebemos que apesar de não ser uma história verdadeira, ela tem uma lógica mais completa, pois o desenrolar dos acontecimentos acompanha uma sequência (começo, meio e fim). Outro aspecto é que o autor escreve a partir da sua observação de fora para dentro, por isso podemos considerar que se trata de um texto totalmente objetivo, pois ele não permite que façamos múltiplas interpretações, somente uma.

   Percebeu como fica fácil diferenciarmos? De agora em diante é bem possível que você não tenha mais dúvidas, certo?

Fonte: https://escolakids.uol.com.br

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Língua Portuguesa - 1801 - 25/11 - Professora Roberta Christiane

   Olá, queridos alunos do 8º ano!


Tipos de sintagmas

   Os sintagmas são unidades mínimas que possuem uma relação de determinação entre si. Entre seus tipos, estão o nominal, o verbal, o adjetival, o preposicional e o adverbial.

  As unidades mínimas que possuem uma relação de determinação são chamadas de sintagmas. Elas podem ser:

a) Sintagma nominal: tem como núcleo o substantivo e exerce a função de núcleo do sujeito, do objeto direto, do objeto indireto, do predicativo do sujeito, do predicativo do objeto, do complemento nominal, do adjunto adnominal, do adjunto adverbial, do agente da passiva, do aposto e do vocativo.

Exemplos:

Núcleo do sujeito

João está calado.

Núcleo do predicativo do sujeito

Eles eram amigos.

Núcleo do predicativo do objeto

Tenho saudades da mamãe.

Núcleo do objeto direto

Chamei João várias vezes.

Núcleo do objeto indireto

Dei uma nova chance à Maria.

Núcleo do complemento nominal

A saudade da mamãe é insuportável.

Núcleo do adjunto adverbial

João convivia com a mentira.

Núcleo do adjunto adnominal

Isto é brincadeira de criança.

Núcleo do agente da passiva

A menina foi derrubada pelo cachorro.

Núcleo do aposto

Seu amor, presente dos céus, me preenchia.

Núcleo do vocativo

Senhores deputadoshonrem nossos votos!


 


b) Sintagma verbal: tem como núcleo um verbo e é o núcleo do predicado verbal.

Exemplo:

Choveu a noite toda.

Ele chegou na hora marcada.

c) Sintagma adjetival – tem como núcleo um adjetivo e pode ser núcleo do adjunto adnominal, do predicativo do sujeito e do predicativo do objeto.

Exemplos:

Núcleo do adjunto adnominal

Por trás de um grande homem, existe sempre uma grande mulher.

Núcleo do predicativo do sujeito

Aquele jogador é habilidoso.

Núcleo do predicativo do objeto.

O juiz considerou o réu culpado da acusação.

 

d) Sintagma adverbial – tem como núcleo um advérbio e é núcleo do adjunto adverbial.

Exemplos:

Maria resolveu assistir ao filme em casa.

Só viajaremos depois de amanhã.

Os alunos certamente estudarão para a prova.

e) Sintagma preposicional – tem como núcleo uma preposição.

Exemplo:

Leia para aprender mais.

Eles passaram pela cidade.

Veja como ficaria uma análise sintagmática:

Pedro acompanhava silenciosamente a reunião daquela empresa.

Pedro = sintagma nominal

acompanhava = sintagma verbal

silenciosamente = sintagma adverbial

reunião = sintagma nominal

daquela empresa= sintagma preposicional

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br

(RIGONATTO, Mariana. "Tipos de sintagmas"; Brasil Escola.)

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Língua Portuguesa - 9º ano - 25/11 - Professora Roberta Christiane

   Olá, queridos alunos do 9º ano!

   Vamos fazer uma revisão de figuras de linguagem?


Figuras de linguagem 

As figuras de linguagem são recursos linguísticos a que os autores recorrem para tornar a linguagem mais rica e expressiva. Esses recursos revelam a sensibilidade de quem os utiliza, traduzindo particularidades estilísticas do emissor da linguagem. As figuras de linguagem exprimem também o pensamento de modo original e criativo, exploram o sentido não literal das palavras, realçam sonoridade de vocábulos e frases e até mesmo, organizam orações, afastando-a, de algum modo, de uma estrutura gramatical padrão, a fim de dar destaque a algum de seus elementos. As figuras de linguagem costumam ser classificadas em figuras de somfiguras de construção e figuras de palavras ou semânticas.

Para dominarmos o uso das figuras de linguagem de maneira correta, estudaremos, de modo sintetizado, os conceitos de denotação e conotação.

Denotação

Ocorre denotação quando a palavra é empregada em sua significação usual, literal, referindo-se a uma realidade concreta ou imaginária.

Já é a quinta vez que perco as chaves do meu armário

Aquela sobremesa estava muito azeda, não gostei.

Conotação

Ocorre a conotação quando a palavra é empregada em sentido figurado, associativo, possibilitando várias interpretações. Ou seja, o sentido conotativo tem a propriedade de atribuir às palavras significados diferentes de seu sentido original.

chave da questão é você ser feliz independente do momento

Margarida é uma mulher azeda, está sempre de péssimo humor.

Podemos perceber que as palavras chave e azeda ganham novos sentidos além dos quais encontramos nos dicionários. O sentido das palavras está de acordo com a ideia que o emissor quis transmitir. Sendo assim, a conotação é um recurso que consiste em atribuir novos significados ao sentido denotativo da palavra.

 

Figuras de som ou sonoras

As figuras de som ou figuras sonoras são aquelas que se utilizam de efeitos da linguagem para reproduzir os sons presentes nos seres. São as seguintes: aliteração, assonância, paronomásia e onomatopeia.

Aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.

Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi berrando...Dança doido, dá dduro, dá ddentro, dá direito”. (Guimarães Rosa)

Assonância: consiste na repetição ordenada de mesmos sons vocálicos.

O que o vago e incógnito desejo/de seeu mesmo de meu ser me deu”. (Fernando Pessoa)

Paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.

Conhecer as manhas e as manhãs/ O sabor das massas e das maçãs”. (Almir Sater e Renato Teixeira)

Onomatopeia: consiste na criação de uma palavra para imitar sons e ruídos. É uma figura que procura imitar os ruídos e não apenas sugeri-los.

Chega de blá-blá-blá-blá!

É importante destacar que a existência de uma figura de linguagem não exclui outras. Em um mesmo texto podemos encontrar aliteração, assonância, paronomásia e onomatopeia.

Figuras de construção ou sintaxe

As figuras de construção ou figuras de sintaxe são desvios que são evidenciados na construção normal do período. Elas ocorrem na concordância, na ordem e na construção dos termos da oração. São as seguintes: elipse, zeugma, pleonasmo, assíndeto, polissíndeto, anacoluto, hipérbato, hipálage, anáfora e silepse.

Elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.

Na sala, apenas quatro ou cinco convidados. (omissão de havia)

Zeugma: ocorre quando se omite um termo que já apareceu antes. Ou seja, consiste na elipse de um termo que antes fora mencionado.

Nem ele entende a nós, nem nós a ele. (omissão do termo entendemos)

Pleonasmo: é uma redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.

E rir meu riso e derramar meu pranto....” (Vinicius de Moraes)

Assíndeto: é a supressão de um conectivo entre elementos coordenados

Todo coberto de medo, juro, minto, afirmo, assino.” (Cecília Meireles)

Acordei, levantei, comi, saí, trabalhei, voltei.

Polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.

...e planta, e colhe, e mata, e vive, e morre...” (Clarice Lispector)

Anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Isso ocorre, geralmente, porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.

Eu, que me chamava de amor e minha esperança de amor.

Aquela mina de ouro, ela não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.” (Camilo Castelo Branco)

Os termos destacados não se ligam sintaticamente à oração. Embora esclareçam a frase, não cumprem nenhuma função sintática nos exemplos.

Hipérbato ou Inversão: consiste no deslocamento dos termos da oração ou das orações no período. Ou seja, é a mudança da ordem natural dos termos na frase.

São como cristais suas lágrimas.

Batia acelerado meu coração.

Na ordem direta, as frases dos exemplos expostos seriam:

Suas lágrimas são como cristais.

Meu coração batia acelerado.

Anáfora: é a repetição da mesma palavra ou expressão no início de várias orações, períodos ou versos.

Tudo é silêncio, tudo calma, tudo mudez.” (Olavo Bilac)

Silepse: ocorre quando a concordância se faz com a ideia subentendida, com o que está implícito e não com os termos expressos. A silepse pode ser:

De gênero:

Vossa excelência é pouco conhecido. (concorda com a pessoa representada pelo pronome)

De número:

Corria gente de todos os lados, e gritavam. (gente dá ideia de plural, gritavam concorda com “gente”)

De pessoa

Os brasileiros somos bastante otimistas. (brasileiros dá ideia de nós (1º p. do plural) somos, 1º p. do plural “concorda” com “somos”)

Figuras de palavras ou semânticas

Consistem no emprego de uma palavra num sentido não convencional, ou seja, num sentido conotativo. São as seguintes: comparação, metáfora, catacrese, metonímia, antonomásia, sinestesia, antítese, eufemismo, gradação, hipérbole, prosopopeia, paradoxo, perífrase, apóstrofe e ironia.

Comparação ou símile: ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por nexos comparativos explícitos, como tal qualassim comoque nem e etc. A principal diferenciação entre a comparação e a metáfora é a presença dos nexos comparativos.

E flutuou no ar como se fosse um príncipe.” (Chico Buarque)

Metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. Na metáfora ocorre uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.

Meu pensamento é um rio subterrâneo”. (Fernando Pessoa)

Catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, toma-se outro por empréstimo.

Ele comprou dois dentes de alho para colocar na comida.

pé da mesa estava quebrado.

Não sente no braço do sofá.

Metonímia: assim como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser utilizada com outro sentido. Ou seja, é o emprego de um nome por outro em virtude de haver entre eles algum relacionamento. A metonímia ocorre quando se emprega:

A causa pelo efeito: vivo do meu trabalho (do produto do trabalho = alimento)

O efeito pela causa: aquele poeta bebeu a morte (= veneno)

O instrumento pelo usuário: os microfones corriam no pátio (= repórteres).

Antonomásia: É a figura que designa uma pessoa por uma característica, feito ou fato que a tornou notória.

A cidade eterna (em vez de Roma)

Sinestesia: Trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos sensoriais.

Um doce abraço ele recebeu da irmã. (sensação gustativa e sensação tátil)

Antítese: é o emprego de palavras ou expressões de significados opostos.

Os jardins têm vida e morte.

Eufemismo: consiste em atenuar um pensamento desagradável ou chocante.

Ele sempre faltava com a verdade (= mentia)

Gradação ou clímax: é uma sequência de palavras que intensificam uma ideia.

Porque gado a gente marca,/ tangeferraengorda e mata,/ mas com gente é diferente.

Hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.

Estou morrendo de sede!

Não vejo você há séculos!

Prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados características próprias dos seres humanos.

O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

Paradoxo: consiste no uso de palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas, no contexto se completam, reforçam uma ideia e/ou expressão.

Estou cego, mas agora consigo ver.

Perífrase: é uma expressão que designa um ser por meio de alguma de suas características ou atributos.

ouro negro foi o grande assunto do século. (= petróleo)

Apóstrofe: é a interpelação enfática de pessoas ou seres personificados.

Senhor Deus dos desgraçados!/ Dizei-me vós, Senhor Deus!” (Castro Alves)

Ironia: é o recurso linguístico que consiste em afirmar o contrário do que se pensa.

Que pessoa educada! Entrou sem cumprimentar ninguém.

 

Referências bibliográficas:

TERRA, Ernani. Minigramática.São Paulo: Scipione, 2007.

ALMEIDA, Nílson Teixeira de. Gramática da Língua Portuguesa para concursos. São Paulo: Saraiva, 2009.

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Jornal - 12ª edição - setembro 2024