sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Língua Portuguesa - Professora Roberta Christiane

    Olá, queridos alunos!



AS VARIAÇÕES QUE OCORREM NA LÍNGUA

   A nossa língua, além de ser rica e bela, é também bastante dinâmica, ou seja, ela vai se transformando de acordo com as mudanças sofridas pela sociedade e de acordo com o tempo.

   Para entendermos melhor como ocorre este processo, faremos uma comparação entre a linguagem utilizada por nossos avós e a linguagem utilizada pelos jovens nos dias atuais.

   Percebemos que houve uma grande mudança, não é mesmo?

   Ao falarmos em mudança, devemos considerar tanto a fala quanto a escrita, pois a linguagem que pertence aos usuários da Internet também ficou bastante reduzida.

   Como, por exemplo, a palavra você transformou-se em (vc), também (tb), não (ñ), falou (flw), e muitas outras.

   Por meio dessas diferenças, sempre surgem algumas discriminações, como por exemplo, uma pessoa que não pronuncia corretamente as palavras, não é considerada sábia. E isto é um grande engano.

   O que devemos entender é que existem dois tipos de linguagem: a coloquial ou informal e a formal ou padrão.

   A linguagem formal é aquela utilizada para escrita, por ser baseada na gramática, onde as regras, a ortografia, o uso coreto das expressões estão sempre presentes.

   Já a linguagem informal é aquela que usamos no nosso dia a dia, durante um diálogo com amigos, com familiares, e até mesmo na Internet.

   Imagine você conversando com uma pessoa que não teve o privilégio de frequentar um colégio. Será que por este motivo não haveria uma comunicação clara, que pudéssemos entender?

   A comunicação ocorreria perfeitamente, porém, não estaria de acordo com a língua padrão. Observe o exemplo a seguir:

(...)
Para melhor dizem mió

Para pior pió
Para telha dizem teia
(...)

Oswald de Andrade


Há também aquelas diferenças que chamamos de regionais, pois pertencem ao vocabulário referente às várias regiões brasileiras. Como por exemplo:

menino - piá, guri, moleque, garoto
mandioca - macaxeira, aipim
abóbora – jerimum.

Fonte: https://escolakids.uol.com.br

(Por Vânia Duarte - Graduada em Letras)

Google Classroom – Língua Portuguesa

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6º - 4vlsq5a
8º - wx5523p
9º - 222ckrw


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Professora Roberta Christiane.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Língua Portuguesa - Professora Roberta Christiane

   Olá, queridos alunos!


SELFIE OU AUTORRETRATO?

   Você gosta de ser modelo de selfies? Com certeza você já ouviu falar nessa expressão, não é mesmo? Mas será que você sabe a origem dessa palavrinha que está na moda?
Fazer selfies tem se tornado um hábito corriqueiro entre crianças, adolescentes e até mesmo adultos! A moda é ser modelo e autor da própria fotografia e correr para postar em alguma rede social. Por detrás dessa nova mania, existe um problema linguístico (quem diria!). Isso acontece porque a palavra selfie é um empréstimo linguístico, isto é, um estrangeirismo que usamos em substituição à palavra autorretrato. Mas se temos um termo correspondente na língua portuguesa, por que tomamos emprestado uma palavra da língua inglesa?

   Os empréstimos linguísticos acontecem quando não existe um termo na língua que guarde em si um significado apropriado e até mesmo próximo do termo original. Não é o que acontece com a expressão em questão, já que a palavra autorretrato dá conta do recado muito bem. Acontece que o uso da palavra selfie acabou popularizando-se por vários fatores, entre eles, a facilidade na pronúncia. Dizer selfie é muito mais fácil do que dizer autorretrato, você não acha? Além disso, a palavra autorretrato não é lá muito simpática, especialmente depois que ganhou nova grafia após o novo acordo ortográfico. Antes, “auto-retrato”, hoje, autorretrato, com dois “R”. O fato é que todos preferem selfie!

   Como você já leu antes, a origem da palavra selfie é inglesa, e o inglês é o mais influente idioma do mundo. A expressão tem origem na palavra self-portrait (autorretrato) e foi utilizada pela primeira vez, conforme levantamento de pesquisas na área, no início dos anos 2000 em um ambiente de bate-papo virtual. Para você ter uma ideia, em 2013, os dicionários de Oxford da Universidade de Oxford (a mais antiga universidade do mundo anglófono) escolheram o termo selfie como a palavra do ano! Isso porque o aumento no número de buscas pela palavra aumentou inacreditáveis 17.000%, comprovando assim sua popularidade. O termo é utilizado em todo o mundo, inclusive no Brasil, um dos países campeões no número de acessos à internet.

   Muitos linguistas torcem o nariz quando o assunto é empréstimo linguístico, mas devemos levar em consideração as variações linguísticas e especialmente o conceito de mutabilidade da língua. A língua portuguesa é um organismo vivo, sujeito a alterações conforme a necessidade de seus falantes. Cada época lança uma moda, e alguns termos, gírias e expressões acabam entrando em desuso porque novas expressões surgem para substituí-las. Pode ser que daqui a alguns anos ninguém se lembre mais da palavra selfie e ela acabe sendo esquecida dentro de algum dicionário antigo. Não devemos nos esquecer de que a língua é dos falantes, somos nós quem fazemos as escolhas vocabulares do idioma. Contudo, o bom senso sempre é bem-vindo, inclusive quando o assunto é a língua portuguesa, pois quem acaba adotando muitos estrangeirismos no vocabulário corre o sério risco de não ser compreendido, o que pode tornar os empréstimos linguísticos um grave empecilho para uma comunicação eficiente.

(Por Luana Castro - Graduada em Letras)

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Língua Portuguesa - Professora Roberta Christiane

     Olá, queridos alunos!


PALAVRAS DE TRANSIÇÃO

   Como sabemos, as mensagens que proferimos no dia a dia precisam estar claras, objetivas e precisas, de modo a fazer com que o nosso interlocutor nos compreenda da melhor forma possível, não é verdade?  Assim, afirmamos que tal aspecto prevalece na fala, mas, na escrita, ele parece ganhar ainda mais importância. Um texto, seja ele narrativo, descritivo ou aquele em que o emissor (a pessoa que escreve/fala) expõe as ideias sobre um determinado assunto, precisa se constituir de parágrafos bem construídos, nos quais uma ideia tem de estar juntinha da outra, pois caso contrário teremos dificuldade em identificar o início, meio e fim, concorda?

   Dessa forma, muitos são os recursos que a língua portuguesa nos disponibiliza para que haja essa harmonia entre os parágrafos, e um deles se caracteriza pelas chamadas palavras de transição.

   Tendo em vista o sentido das relações estabelecidas entre expressões, orações, frases ou parágrafos em um determinado texto, podemos utilizá-las amplamente, levando em conta, como antes dito, a ideia que representam:

Ideia de continuação

Ainda mais
Por outro lado
Do mesmo modo
Bem como
Juntamente com...

Tempo

Logo depois
Imediatamente
Frequentemente
Ao mesmo tempo
Posteriormente
Nesse ínterim
Simultaneamente

Conclusão

Enfim
Em síntese
Em suma
Definitivamente
Afinal
Dessa forma
Assim
Logo
Em conclusão

Começo, introdução

Antecipadamente
Antes de mais nada
A princípio

De antemão
À primeira vista
Desde já
Primeiramente

Semelhança, conformidade

Da mesma forma
De acordo com
Igualmente
Segundo
Sob o mesmo ponto de vista
Assim também

   Palavras de transição são aquelas que estabelecem relações de sentido entre expressões, frases, orações ou parágrafos em um texto.

Fonte: https://escolakids.uol.com.br

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Língua Portuguesa - Professora Roberta Christiane

   Olá, alunos! 



   O português já não é um idioma muito fácil. Ter que esquecer algumas regras e memorizar outras novas no lugar pode levar um tempo. Pensando nisso, separei algumas dicas do Novo Acordo Ortográfico.

1ª Nosso alfabeto passa a ter 26 letras com o K, W e Y.

Ex: unidades de medidas: kg e km.

2ª Com o acordo foi abolido oficialmente o uso do trema.

Ex: linguiça
bilíngue
sequência
frequente

3ª Vogais dobradas não possuem mais acento

Ex: enjoo
voo
veem
zoo
magoo

4ª Não se acentua palavras paroxítonas (as que a sílaba mais forte é a penúltima) com ditongos abertos: ei, oi.

Ex: assembleia
ideia
heroico

5ª Não é usado mais o acento diferencial (aquele feito para identificar verbos, substantivos e preposições).  

Ex: pára (verbo parar) para (preposição)
pêlo (substantivo, pêlo de gato) pelo (preposição)

6ª Toda vez que uma palavra seguida por prefixo começar com H, separa-se com hífen.

Ex: pré-história
anti-higiênico
super-herói

7ª Se as palavras terminarem e começarem com letras iguais, separa-se com hífen. Se as letras forem diferentes, junta-se.

Ex: anti-inflamatório
micro-ondas
neoliberalismo
superinteressante

8ª Quando a palavra começar com R ou S e o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá ser dobrada.

Ex: minissaia
contrarregra

9ª Os prefixos “ex, pós, pré, pró, vice, sem, além, aquém e recém” sempre serão acompanhados do hífen.

Ex: ex-aluno
pós-graduação
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
sem-terra
vice-presidente
além-túmulo
aquém-mar

10ª Depois dos prefixos “co, re e pre” não se usa o hífen.

Ex: coordenador
reescrever
preestabelecer

11ª Todas as palavras formadas com o advérbio “Não” ficam separadas sem o hífen.

Ex: não fumante
não governamental
não agressão
não pagamento

12ª Não se usa o hífen nas palavras compostas com elemento de conexão.

Ex: dia a dia
mão de obra
passo a passo

Fonte: https://www.stoodi.com.br/


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Língua Portuguesa - 9º ano - Professora Roberta Christiane

   Olá, alunos do 9º ano!

   Continuaremos o estudo de orações subordinadas.


ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

   Você se lembra dos adjuntos adverbiais? Claro que sim, não é verdade? Ora, eles expressam a circunstância em que se encontra o verbo. Aquelas circunstâncias de modo, de lugar, de tempo, enfim, muitas são elas.

   Pois bem, chegou o momento de conhecer as orações subordinadas adverbais, pois elas são classificadas de acordo com as diferentes circunstâncias expressas no verbo da oração principal. Vamos conhecê-las, então?

# Orações subordinadas adverbias causais– revelam a ideia da causa expressa na oração principal. As conjunções que as representam são as seguintes: “porque, já que, visto que, como”, etc.

Não fomos ao cinema, porque estava chovendo bastante.

# Orações subordinadas temporais– indicam a ideia de tempo expresso na oração principal. São representadas pelas seguintes conjunções: “quando, logo que, assim que, enquanto”, entre outras.

Logo que a professora chegou, todos fizeram silêncio. 

# Orações subordinadas adverbiais proporcionais– indicam a ideia de proporção expressa pelo fato da oração principal. As orações que as representam são: “à proporção que, à medida que”, etc.

À medida que estudo, aprendo mais e mais.

# Orações subordinadas adverbiais condicionais– expressam a ideia de condição expressa pelo fato da oração principal. “Caso, desde que, a menos que, uma vez que”, entre outras, representam essas nossas amiguinhas.  

Irei com você ao cinema, desde que minha família não resolva viajar.

# Orações subordinadas adverbiais concessivas– revelam a ideia oposta, contrária àquela expressa na oração principal. São representadas pelas seguintes conjunções: “embora, ainda que, mesmo que, apesar de que”.

Mesmo que minha família não viaje, não irei ao cinema com você.  

# Orações subordinadas adverbiais consecutivas– revela a ideia de consequência expressa pelo fato da oração principal. Conjunções como “tão, tal, tanto, tamanho”, entre outras, acompanham a principal delas – “que”, e, consequentemente, representam essas orações.

Tamanho foi o prejuízo que resolveram fechar a empresa.

# Orações subordinadas adverbiais finais– expressam a finalidade da oração principal. “Para que, a fim de que” são aquelas consideradas mais comuns.

Estudo muito, a fim de que possa obter bom resultado nas avaliações.

# Orações subordinadas adverbiais comparativas– estabelecem uma ideia de comparação expressa na oração principal. São representadas por “tão... como, tão... quanto, mais... do que”.

Era tão linda como uma flor.

# Orações subordinadas adverbiais conformativas– expressam uma ideia de conformidade em relação ao fato expresso na oração anterior. As conjunções que as representam são: “conforme, consoante, segundo, como”.

Fizemos o trabalho conforme a professora pediu.

Fonte: https://escolakids.uol.com.br

Vídeo:

https://youtu.be/PWzryMIofNs



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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Língua Portuguesa - Professora Roberta Christiane

 Olá, queridos alunos!


   Já está disponível o Material Complementar para a semana no aplicativo da prefeitura, no Google Classroom, no Microsoft Teams e no Direct da sua turma no Instagram.

Material Complementar:



MDC - Final:



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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Língua Portuguesa - 9º ano - Professora Roberta Christiane

 

   Olá, alunos do 9º ano!

   Continuaremos o estudo de orações subordinadas.



Orações sUBORDINADAS ADJETIVAS 

   Para falar sobre as orações subordinadas adjetivas, é bom relembrar as características das orações subordinadas substantivas.

   Você se lembra de que nelas (nas substantivas), cada oração que se apresentava dependente da primeira, também chamada de principal, era representada por um elemento diferente? Um sujeito, objeto direto, objeto indireto, enfim. Agora, nas chamadas adjetivas, a segunda oração, aquela que estabelece dependência com a primeira, é representada por um adjetivo. Dessa forma, para que você compreenda melhor como se dá esse processo, vamos analisar a oração que segue?

Admiro pessoas estudiosas. 

   Temos um período simples, formado por apenas uma oração, cujo verbo é representado por “admiro”.

   Que tal transformá-lo em um período composto, ou seja, formado por mais de uma oração?

Admiro pessoas que estudam.

   Agora sim, temos uma primeira oração: Admiro, cujo sujeito se classifica como oculto (eu); e uma segunda oração: que estudam. Mas como ela se classifica?

   No intuito de classificá-la, gostaríamos que você estivesse atento (a) a um detalhe importantíssimo: o termo “estudiosas” representa um adjetivo, pois qualifica o substantivo “pessoas”. Assim, relembrando o texto “Conhecendo a diferença entre classe e função”, a função assume valor de um adjunto adnominal.

   Outro aspecto, também de fundamental importância, faz referência ao pronome relativo “que”, como exposto na oração que nos serviu de exemplo (que estudam). Todas as adjetivas são introduzidas por esse pronome (relativo), sendo que ele pode ser substituído por outros, como por exemplo, “o qual”, “a qual”, “os quais” e “as quais”. Vamos tentar fazer a substituição? Depois de feita, você perceberá que o sentido continua sendo o mesmo, observe:

Admiro pessoas as quais estudam.

   Pois bem, saiba que em virtude dos dois aspectos que acabamos de estudar, a segunda oração se classifica como uma oração subordinada adjetiva.

   A partir de agora conheceremos as duas classificações das orações subordinadas adjetivas: as restritivas e as explicativas.

   Perceba este exemplo a seguir:

Os alunos que falavam alto estavam perturbando a professora.

   Como você pôde perceber, o termo que se encontra em destaque, “que falavam alto”, faz referência a somente um grupo de alunos, não a todos eles. Dessa forma, todo esse termo restringe, individualiza, o sentido do termo anterior, que no caso é representado por “alunos”.

   Diante dessa razão podemos afirmar que se trata de uma oração adjetiva restritiva, que especifica, restringe, o termo ao qual se refere.

   Agora, vamos analisar outro exemplo?

Os alunos, que são esforçados, conseguem obter um bom resultado nas avaliações.

   Obviamente que aqui não se trata mais de um grupo específico, mas sim de todos os alunos esforçados, ou seja, todos os alunos possuem essa característica. Nesse sentido, devemos estar atentos a dois aspectos fundamentais: um deles é que o termo que aparece grifado se encontra entre vírgulas, e o outro é que o sentido se refere a um conjunto como um todo.

   Por essas razões podemos afirmar que estamos diante de uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Fonte: https://escolakids.uol.com.br

Vídeo: https://youtu.be/D-Y73YV77WA



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Jornal - 12ª edição - setembro 2024